Mário Quintana
34) Mário Quintana, hoje quando abri o segundo caderno da ZH encontrei uma poesia que não conhecia. Musicada por Márcio Faraco, músico, alegretense como o poeta, que vive na França desde 1991.
Imagino a risada de Mário Quintana se soubesse que cantam os versos dele na França. Lembro dele caminhando pelas ruas de Porto Alegre. Vamos a poesia:
A Imagem Perdida
"Como essas coisas que
não valem nada
E parecem guardadas
sem motivo
Alguma folha seca...uma
taça quebrada
Eu só tenho um valor
estimativo...
Nos olhos que me querem
é que eu vivo
Esta existência efêmera e
encantada...
Um dia hão de estinguir-
se e, então, mais nada
Mais nada
refletirá meu vulto vago
e esquivo...
E cerraram-se os olhos
das amadas,
O meu nome fugiu de
seus lábios vermelhos,
Nunca mais, de um
amigo, o caloroso
abraço...
E, no entretanto, em meio
desta longa viagem,
Muitas vezes parei...e,
nos espelhos,
Procuro em vão, minha
perdida imagem!
Procuro em vão, minha
perdida imagem!"
O que tinha ainda escondido dentro dessa mente louca e brilhante que veio lá do Alegrete? "nos olhos que me querem é que eu vivo"



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Essa é a Mafalda...quem viveu o período da Ditadura na América Latina conhece...escrevi assim prá não melindrar os maiores de 40 anos....mas quem conhece história faz as contas...
E também prá dizer que o mundo da Mafalda continua tão doente como era há 20 ou 30 anos...ou talvez, mais doente.